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Vingadores: Ultimato

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Nota: 8,5
Um dos maiores problemas existentes no sucesso: como mantê-lo?
Como um novato cantor que estourou com seu álbum de estreia mantém o padrão e qualidade de sua primeira obra, ou até a supera? Como um atleta que teve uma carreira brilhante interrompida por uma contusão pode voltar a atividade melhor do que fora antes? Como um escritor responsável por dois best-sellers consecutivos é capaz de emplacar um terceiro? Como um ator que só esteve envolvido em excelentes trabalhos pode continuar durante toda a sua carreira em alto nível?
Estes são apenas alguns exemplos de situações difíceis de se sustentar. Não é a toa que todas as celebridades que experimentam um sucesso astronômico tem em seus bastidores equipes inteiras estudando e desenvolvendo técnicas para assessorá-las com suas atitudes, seu visual, seus comentários na mídia, com sua parte psicológica e muitos outros atributos da pessoa, a fim de que ela continue no caminho do estrelato e ganhando muito dinheiro com seu talent…

15:17 - Trem para Paris

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Nota: 8
Sou fã de carteirinha dos trabalhos de Clint Eastwood.
Apesar deste longa não ter recebido a atenção que merecia (na verdade, 15h17: Trem para Paris foi massacrado por público e crítica), não deixa de ser mais uma grande obra do renomado ator e diretor, que fez um filme totalmente diferente do que estamos acostumados a ver: uma trama extraída de um acontecimento real, com as pessoas que de fato vivenciaram o ocorrido (os três protagonistas são de fato os verdadeiros rapazes que salvaram milhares de reféns do ataque de um homem-bomba na França).
A bordo da trama bem enredada, temos a oportunidade única de acompanhar de perto a trajetória de três amigos que passavam as férias na Europa e acabaram por se tornar testemunhas oculares e verdadeiros heróis num atentado a um trem de Paris, no dia 21 de Agosto de 2015. Preparação militar, altruísmo, e muita, mais muito coragem e frieza foram essenciais para que pudessem salvar as vidas inocentes que estavam em perigo.
"The 15:17 …

Quando Nos Conhecemos

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Nota: 7,5
Quando Nos Conhecemos é uma comédia bacana da Netflix! Começa bem monótona, mas acaba bem e vale a pena pelas atuações, apesar da história clichê.
O ator Adam DeVine é um comediante caricato, vale a pena assistir ao ator contracenando pois ele proporciona boas risadas e encarna com facilidade o papel que lhe foi proposto.
Adam é Noah, um rapaz normal que acaba por se apaixonar perdidamente por Avery (Alexandra Daddario) durante uma festa. O problema é que a paixão não é assim tão recíproca, e Avery logo começa um relacionamento com Ethan (Robbie Amell).
Mas a sorte de Noah começa a mudar quando ele descobre uma espécie de máquina do tempo, que permite que ele retorne várias vezes ao momento decisivo em que, dependendo de suas atitudes, ele pode fazer com que Avery se apaixone perdidamente por ele.

"When We First Met", 2018, 1h37min.
Dirigido por Ari Sandel, com Adam Devine, Alexandra Daddario e Robbie Amell.

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

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Nota: 8,5
Quando a crítica especializada afirmou que Zac Efron foi escolhido para o papel de um dos serial killers mais terríveis que o mundo já viu apenas por ser um "rostinho bonito", eles erraram amargamente.
E se de fato o foi, não consigo entender de onde ele conseguiu extrair uma atuação tão visceral.
Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal (prefiro mais o título original: Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, que seria "Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil", em tradução livre, palavras essas as quais o juiz que condenou Bundy usou em seu julgamento) não é um filme convencional; não é portanto esperado que se assista esperando as manjadas e muitas vezes desnecessárias estratégias hollywoodianas: reviravoltas em vários momentos da trama, violência exagerada, nudez gratuita, e etc. Na verdade, não há nenhuma delas.
Vemos aqui um filme maduro e que sabe o que quer desde o começo de sua projeção. O diretor, Joe Berlinger (o mesmo que dirigiu o …

Mãe e Muito Mais

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Nota: 8
Se você que está lendo a este texto é uma mãe, imagine o seguinte: seu filho ou filha mora longe de você, e hoje é o dia das mães. Se ele simplesmente se esquecesse do seu dia, qual seria a sua reação? Você iria surtar? Iria fingir que nada aconteceu? Ou iria partir numa viagem até a cidade em que ele(a) e saber de fato em que andam tão ocupados que não lembraram de te felicitar?
É exatamente a terceira opção que estas três mulheres resolvem escolher, botando o pé na estrada e descobrindo como está a vida de seus filhos.
Mãe e muito mais é uma comédia leve e despretenciosa, que tem o grande trunfo de ser tão natural que muitas pessoas que vão assistir irão se identificar com os personagens - sejam os fihos, sejam as mães. Apesar de alguns buracos no roteiro, é uma surpresa agradável e que deve ser assistida com os pés no chão, sem esperar mais do que a projeção pode oferecer.
É também motivo para dizer que nem sempre o selo Netflix é sinal de filme ruim. Às vezes o serviço de …

Nasce Uma Estrela

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Nota: 9,8
É interessante o fato de que eu fui com minha esposa assistir este filme sem nenhuma pretensão, sem nem saber a história (pensava que o filme era uma biografia da Lady Gaga), e saí de lá chorando e totalmente impressionado.
Já sou fã de Bradley Cooper há algum tempo (gostei particularmente de seus trabalhos em Sem Limites e O Lado Bom da Vida); ele é um ator sensacional. Desta vez, ele se arriscou na direção; e devo dizer que foi muito bem. Foi uma direção segura, precisa, e foi uma escolha muito acertada colocar Lady Gaga, ou melhor, Stefani Germanotta (seu nome real), como seu par no filme. Ela deu cor e naturalidade a história. Encarnou com muita substância a personagem. Os primeiros atores apontados para o papel eram Leonardo DiCaprio e Beyoncé. Não imagino como isso teria sido, mas tenho certeza que totalmente diferente do que o foi.
Nasce Uma Estrela foi simplesmente meu filme favorito de 2018.
Acho que todo casal deveria assisti-lo. É simplesmente incrível e vale cada…

12 Anos de Escravidão

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Nota: 9,0
Necessário, forte, atemporal e com um elenco estelar, 12 Anos de Escravidão é um filme que mostra o potencial do novato e promissor diretor negro Steve McQueen - ele dirigiu outros dois longas, ambos protagonizados por Michael Fassbender: Hunger Shame, este segundo, bem polêmico, onde Fassbender interpreta um homem viciado por sexo, rendeu várias premiações.
Não poderia ser diferente no caso deste filme. Ele "devorou" as premiações nas quais concorreu, ficando inclusive com o Oscar (merecidíssimo) de melhor filme.
A escravatura é um tema recorrente nas películas. Mas vemos como McQueen retrata com facilidade, sem medo, e nos apresentando ainda a originalidade fora de série de seu estilo de filmar. Quem gosta de muitos grandes atores em cena, vai se esbaldar. Temos Chiwetel Ejiofor numa exímia atuação, Paul Giamatti, Paul Dano, Benedict Cumberbatch, e ainda temos espaço para Michael Fassbender e Brad Pitt, além da brilhante atuação da estreante Lupita Nyongo, que…